quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Clássicos do cinema baiano são lançados em box de DVD

Os cinéfilos da Bahia que tanto se queixam da falta de ações de preservação com a cinematografia baiana terão agora ao seu alcance clássicos da produção local. Como parte de um programa de preservação do cinema da Bahia, foi lançado um box de DVDs em comemoração aos 100 anos de cinema baiano. Intitulado Bahia, 100 Anos de Cinema, o conjunto reúne 12 DVDs contendo 30 filmes que fazem parte de um projeto inovador de resgate e difusão da memória audiovisual baiana.
Como os filmes que fazem parte da caixa de DVDs não estão à venda, para assistí-los será necessário ir a um dos
espaços de exibição da Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas) – salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto – ou frequentar o Projeto Quartas Baianas, onde serão exibidos em incentivo à exibição da nossa memória
AUDIOVISUAL.
Cena de A Grande Feira, de Roberto Pires
A iniciativa, que partiu do governo federal (Ministério da Cultura) em parceria com a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), através da Dimas, também vai distribuir o box para bibliotecas, cineclubes e pontos de cultura.
Para o cinema baiano, que padecia com o abandono de obras de sua filmografia inicial, a iniciativa veio um pouco tarde, mas, como diria o velho ditado, antes tarde do que nunca.
A nova geração de espectadores e cineastas que tinha dificuldade para ter acesso a obras seminais de grandes nomes do cinema baiano, como Glauber Rocha (também o mais ilustre nome do cinema nacional) e Roberto Pires (autor de Redenção, primeiro longa baiano) poderá se aventurar num mosaico representativo de diversas fases do cinema baiano.
Cena de Eu me lembro, de Edgar Navarro
Filmes como O Leão de Sete Cabeças, de Glauber, e A Grande Feira, de Roberto Pires, além de obras de precursores da sétima arte baiana como Alexandre Robatto Filho e películas recentes como Eu me Lembro, de Edgar Navarro estarão disponíveis no formato digital.
Curtas também foram lembrados, como o antigo Vadiação, de Alexandre Robatto Filho, além de documentários e trabalhos em vídeo da chamada nova onda do cinema baiano, para o deleite dos amantes da sétima arte.
Instituições de pesquisa e difusão podem entrar em contato com a Dimas para receber o box. Confira abaixo contato da Dimas e calendário de exibição dos filmes:
Dimas:
71 – 3116-8124 (Núcleo de Difusão/Adolfo Gomes)
71 – 3116-8119 e 3116-8109 (Núcleo de Memória/Simone Lopes).
Calendário de exibições para janeiro:
Sala Walter da Silveira
Quartas Baianas
Entrada franca
Para celebrar o lançamento da caixa de 12 DVDs comemorativa aos 100 anos de CINEMA na Bahia, lançada pela Cinemateca Brasileira em parceria com a Secult, através da Dimas/Funceb, o Projeto Quartas Baianas, ao longo do mês de janeiro, exibe vários clássicos e filmes contemporâneos remasterizados em digital.
Dia 26/01
Bahia, 100 anos de CINEMA
Adeus Rodelas (BRA, 1990)
Direção: Agnaldo Siri Azevedo
Duração: 20 min.
Classificação: 10 anos
Sinopse – Uma visão dos últimos dias de uma cidade prestes a ser inundada pela Barragem de Itaparica. Um canto desaudade, um canto de adeus.
Comunidade do Maciel – há uma gota de sangue em cada poema (BRA, 1973)
Direção: Tuna Espinheira
Duração: 20 min.
Classificação: 10 anos
Sinopse – Documentário antropológico sobre o baixo meretrício situado na área do Pelourinho. Uma comunidade formada por prostitutas, homossexuais, ladrões, traficantes e grupos de famílias em pleno centro da cidade de Salvador, ocupam uma arquitetura outrora pertencente à elite.
Bahia (BRA, 1999)
Direção: Mônica Simões
Duração: 25 min.
Classificação: 10 anos
Sinopse – Documentário sobre a cidade de Salvador, abordando temas do cotidiano: gente, arquitetura, comida, meios de transporte, luz, cor e ícones. A trilha sonora é recheada de sons e ritmos locais, de músicas de compositores baianos contemporâneos, passando do erudito ao experimental.
Mr. Abrakadabra! (BRA, 1997)
Direção: José Araripe Jr.
Duração: 3 minutos
Classificação: 10 anos
Sinopse – Um velho mágico já não consegue fazer funcionar suas mágicas. Desolado, tenta o suicídio diversas vezes, sem obter êxito. Determinado a morrer, arquiteta um super suicídio, porém, algo surpreendente acontece.
De 21 a 27 de janeiro
Sala Walter da Silveira
Entrada franca
19h
Bahia, 100 anos de Cinema
Programa
Sob o Ditame de Rude Almajesto – Sinais de Chuva (BRA, 1976)
Direção: Olney São Paulo
Duração: 13 min.
Classificação: 14 anos
Sinopse – Registro sobre as diversas experiências do homem do campo na maneira de pressagiar a chuva na região nordestina.
Diamante Bruto (BRA, 1977)
Direção: Orlando Senna
Duração: 98 min.
Elenco: José Wilker, Gilda Ferreira e Conceição Senna.
Classificação: 14 anos
Sinopse – Um astro da TV retorna à sua terra natal e reencontra Bugrinha, uma garota negra e pobre, que o ama sem querer nada em troca. O astro interessa-se pelos problemas dos garimpeiros locais, pobres e explorados, que ainda acreditam em deuses folclóricos. Durante uma festa, Bugrinha percebe que um matador profissional vai flagrar a mulher com o seu amado e se oferece para morrer no lugar dela.

Fonte: Comunicação Social/MinC

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