sábado, 19 de novembro de 2011

Santa Maria Cinema e Vídeo divulga selecionados



A 10° edição do SMVC acontece de 05 a 10 de dezembro no RS com homenagem a Carlos Gerbase, transmissão via web, a programação em vários cineclubes e o lançamento do longa-metragem inédito, “A Última Estrada da Praia”, de Fabiano de Souza, na noite de abertura.
A partir do tema Recomeçar Sempre  o festival selecionou trabalhos de dez estados brasileiros para as Mostras Competitivas. São animações, documentários, ficções e videoclipes, com as mais diferentes estéticas e narrativas, dos quais 11 curtas da Mostra de Santa Maria e Região, 30 curtas da Mostra Nacional e 11 trabalhos da Mostra de Videoclipes.

Fonte: http://cncbrasil.wordpress.com/2011/11/18/7668/

Resultado do PAQ 2011 e PAR 2011

A Agência Nacional de Cinema, vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou ontem (17) o resultado dos editais do Prêmio Adicional de Renda – PAR 2011 e do Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro – PAQ 2011. Os dois concursos investirão R$ 7,2 milhões no mercado audivisual brasileiro, estimulando a produção, distribuição e exibição de filmes. O PAR 2011 premiou 18 empresas produtoras, 11 distribuidoras e 86 exibidoras (complexos de uma e duas salas), com um total de R$ 6,5 milhões. Já o PAQ contemplou sete empresas produtoras com um total de R$700 mil. As atas com os resultados do PAR 2011 e do Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro – PAQ 2011 foram publicadas no DOU de 16 de novembro.
Prêmio Adicional de Renda
Lançado em 2005 com o objetivo de estimular o desenvolvimento dos três elos da cadeia produtiva da indústria cinematográfica brasileira, o Prêmio Adicional de Renda é um mecanismo de fomento que se baseia no desempenho de mercado. Premiando as empresas de acordo com o resultado comercial dos filmes brasileiros nas salas de exibição do país, o PAR estimula o diálogo da cinematografia nacional com seu público.
“O PAR é um mecanismo que ao mesmo tempo fomenta e regula o mercado, beneficiando as distribuidoras de filmes independentes, as exibidoras de pequeno e médio porte e o produtor independente. É uma forma de apoio direta e automática, que valoriza o trabalho das empresas que demonstrem compromisso com o fortalecimento do cinema nacional e complementa os mecanismos seletivos das leis de incentivo e dos editais”, explica o presidente da Ancine, Manoel Rangel.
Segundo ele, os recursos do PAR devem ser, obrigatoriamente, aplicados no desenvolvimento de novos projetos, de acordo com o segmento de atuação da empresa contemplada. O PAR 2011 recebeu 92 inscrições, sendo 19 de empresas produtoras, 12 de empresas distribuidoras e 61 de empresas exibidoras (complexos de uma e duas salas). As empresas contempladas irão dividir um total de R$ 6,5 milhões em recursos.
Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema
Já o Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema, lançado em 2006, nasceu, segundo Rangel, “da compreensão de que a força da cinematografia brasileira não depende apenas de grandes êxitos de bilheteria, mas também de sua qualidade técnica e artística.” O PAQ 2011, que contemplará sete empresas produtoras com R$ 100 mil cada, recebeu 14 inscrições. Seu objetivo é conceder apoio financeiro às produtoras em razão da qualidade artística das obras, medida pela participação e premiação em festivais nacionais e internacionais.

(Fonte: Ascom/Ancine/MinC)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diversidade na tela e na plateia

Cinemas e cineclubes partilham da mesma necessidade que os originaram: organizar o acesso e a distribuição dos filmes. Mas os clubes de cinema vieram com uma necessidade a mais: a participação e diálogo entre espectadores e criadores. Talvez seja isso o que ofereça ao movimento cineclubista um contexto próprio muito peculiar.
Há uma articulação que liga vários agentes, produtores e espectadores em rede; há um conselho nacional que promove ações e discute políticas para o segmento; há programas importantes e consolidados em territórios indígenas e comunidades mais distantes dos grandes centros etc. No Plano Nacional de Cultura, há diversas ações ligadas tanto para Cinema, quanto para Cineclube.
Como, afinal, podemos pensar o audiovisual e os cineclubes como linguagem e espaço que conseguem ser abrangentes tanto em termos de articulação e mobilização política, quanto em temos do encontro de singularidades?
Gilvan Dockhorn, secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes, lembra que, na era do que o escritor Giovanni Sartori chamou de “Homo Videns” somos “seres audiovisuais”. Isso quer dizer que nossa significação do mundo e criação de sentidos passa por conteúdos de áudio e imagem. Dockhorn também é professor de História e da área de Humanidades da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS), e coordena o Cineclube Abelin Nas Nuvens de Silveira.
“Mesmo que atualmente possamos perceber que o público tenha se formado no processo de desenvolvimento e institucionalização do cinema, o público se ampliou ao conjunto das indústrias culturais, das linguagens, dos suportes e formas de relação entre a criação e a recepção, cuja intermediação é apropriada pelo capital”, explica Gilvan. Para ele, o público somos todos os que não dominam ou possuem os meios de produção e distribuição da informação/conhecimento ou o resultado da produção – sempre coletiva – da cultura.
Segundo ele, mais de 90% dos municípios do país não contam com salas comerciais de cinema. Nesse cenário, a onda crescente de cineclubes que se constituem como espaços não apenas culturais, mas de politização da cultura no sentido de entendê-la como direito fundamental, se soma às iniciativas de garantia de acesso e apropriação de sentidos que a obra audiovisual propicia.
Com isso, os cineclubes configuram-se como espaço para a diversidade cultural e se fortalecem ao se colocarem abertos às diferentes manifestações ideológicas, desde que não representem segregação, intolerância ou preconceitos. “Isso não acontece nas salas comerciais porque elas são inviáveis em municípios com menos de 100.00 habitantes, que não representam o lucro necessário, uma vez que elas ignoram áreas deste tipo e compreendem o público como consumidor”, explica o professor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Movie&Art associa-se à Your Majesty e lança produtora digital

A Movie&Art associou-se à produtora digital norte-americana Your Majesty, de Nova York, para o lançamento da Your Majesty Brasil. A produtora terá operação independente, e o objetivo de oferecer soluções em plataformas digitais para os mercados brasileiro e internacional.
A operação no Brasil será dirigida pelo cofundador e CEO da Your Majesty, Peter Karlsson. Assim como nas outras unidades internacionais da produtora (em Estocolmo, na Suécia, e em Amsterdã, na Holanda), a Your Majesty Brasil terá o perfil de boutique de produção, com no máximo 25 pessoas no escritório. A produtora digital lançará em breve sua primeira campanha desenvolvida no País, para a agência LiveAD

Fonte:http://www.telaviva.com.br/16/11/2011/producao-audiovisual-movie-art-associa-se-a-your-majesty-e-lanca-produtora-digital/tl/249994/news.aspx

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trailer Ctrl-v

Terceira edição do Diálogos Brasil Audiovisual

A terceira edição do Diálogos Brasil Audiovisual aconteceu na última sexta-feira, 11 de novembro, durante a programação do 18º Vitória Cine Vídeo. O encontro contou com a presença da secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana, do subsecretário de Estado de Cultura, Erlon Paschoal, e da subsecretária de Cultura de Vitória, Beth Caser.
Durante o evento foram destacadas as políticas públicas voltadas para o audiovisual, que já estão em andamento, e as perspectivas de novas ações para o setor. A secretária do Audiovisual ressaltou a importância da discussão conjunta entre Governo Federal, Estado, Municípios e realizadores para a construção de uma política efetiva: “Facilita muito quando a gente escuta e faz junto com aqueles que de fato realizam”.
De acordo com Ana Paula Santana, a principal meta da atual gestão da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) é posicionar o setor como assunto estratégico de Estado e não apenas de Governo. “O audiovisual movimenta a diversidade cultural, econômica e social. Trata-se de uma atividade coletiva com reflexos em diversos setores”, apontou a secretária.
O atual planejamento estratégico da SAv prioriza a capacitação, através de um plano formacional que tem como objetivo formar técnicos para o audiovisual e usar o audiovisual como ferramenta de formação. De acordo com a secretária “a qualificação deve ser lapidada e direcionada a todos os envolvidos na produção, do eletricista ao ator”.
Ana Paula apontou ainda o interesse da SAv em criar um programa para o audiovisual nos moldes do Pronaf, que contemple produção, difusão, distribuição e exibição. “A SAv tem espaço para o audiovisual autoral, cultura e comercial. Temos que fazer políticas públicas direcionadas para cada segmento. Queremos fortalecer micro e pequenas produtoras, gerando sustentabilidade para o setor”, disse.
A secretária ressaltou ainda a importância de preservar os acervos audiovisuais: “Muitos realizadores nunca incluíram a cópia de preservação no orçamento da obra. A idéia do Kit Preservação é disponibilizar para todos os profissionais que produzem e realizam um manual com todas as informações necessárias para o trabalho de preservação”.
Diálogos Brasil Audiovisual é uma ação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) que tem como objetivo ampliar o diálogo com realizadores de todas as regiões do país, discutindo as políticas públicas para fomento da produção audiovisual, colhendo contribuições para o aprimoramento destas políticas, bem como para a formulação conjunta de outros mecanismos.
Para mais informações: audiovisual@cultura.gov.br

Fonte: MinC
Por: Débora Palmeira

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Documentário sobre a indústria audiovisual tem estreia multiplataforma

 Documentário sobre a indústria audiovisual tem estreia multiplataforma
O documentário “Ctrl-V”, de Leonardo Brant, que aborda as relações de poder e efeitos da indústria audiovisual sobre as sociedades contemporâneas, terá lançamento transmídia no dia 24 de novembro. Além de exibição na TV Cultura, às 23h30, o documentário estará disponível para download gratuito na Internet e no celular. A plataforma web (www.ctrl-v.net/), reúne bibliografia, filmografia e mais cinquenta entrevistas exclusivas com alguns dos maiores pensadores internacionais sobre a indústria audiovisual. O documentário foi pautado e editado colaborativamente no âmbito da RAIA (Rede Audiovisual Iberoamericana – www.raiavirtual.net).

Nova Ponte - O olhar do Cineasta e a Cidade Submersa

A cidade pode até estar submersa, mas, por meio da arte, ela agora emerge e traz consigo as histórias, lembranças e personagens vividos no espaço invadido pelas águas. Por iniciativa do cineasta Carlos Segundo, o documentário “No fundo nem tudo é memória”, exibido em estreia para convidados neste fim de semana, a vizinha cidade de Nova Ponte ressurge das águas em depoimentos emocionantes de ex-moradores e construções fictícias de outros depoentes.
O cineasta brinca com os espectadores ao trazer para o documentário o testemunho de pessoas não originárias da cidade inundada em meados da década de 1990. Em um primeiro momento, a plateia acredita que tais entrevistados seriam nativos, até perceber que eles estão ali compartilhando lembranças de outros lugares e construindo, juntos e por intermédio do autor, apenas uma cidade imaginária. Um interessante processo de criação artística que dá ao espectador a licença poética de imaginar-se também imerso nessas lembranças.
Há, nos depoimentos, um contraponto que ressalta e valoriza a proposta do documentário. A riqueza concentra-se nas falas daqueles que são realmente originários do local. A carga emotiva das lembranças de um espaço percorrido por anos a fio e agora adormecido na profundidade da represa faz com que as frases, em alguns momentos de grande simplicidade, tenham peso dramático e façam emergir, por exemplo, histórias de pescadores e benzedeiras.
Em outro extremo, entrevistados intelectualizados, com um pontual e sofisticado discurso, “constroem” uma memória afetiva, inexistente em relação aos nativos, baseada em outras referências arquitetônicas e geográficas e na leitura personalizada do que significaria retirar do mundo, pelo menos do mundo tangível, os primórdios de sua vida. A participação dessa “cidade imaginária” em um documentário que tem como foco lugar que um dia já foi real, dá um tom lúdico a um formato de cinema que, muitas vezes, tende a tornar-se denso.
Carlos Segundo teve como convidados os professores Heliana Nardim, Lu de Laurentiz, Luiz Avelino, Salma Abdulmassih e Umberto Tavares, além de poetas como Danislau e Guimarães Lobo, todos com citações bucólicas de um passado não vivido, mas imaginado, ou comparado com outros lugares, outras cidades. A referência destes olhares poéticos e distantes da “tragédia” que possa representar o acontecimento para os nativos trouxe leveza ao filme, leveza acentuada também pelo olhar imagético do cineasta, cuja câmera subjetiva, nos entremeios, tem leitura na bela fotografia do filme, de autoria compartilhada com Roberto Chacur.
Um documentário que brinca com as lembranças. E pode ser guardado no fundo da memória.

Por Carlos Guimarães Coelho Jornalista e produtor cultural e crédulo de que as artes, em todas as suas modalidades, têm poder transformador

Diálogos Brasil Audiovisual, 3ª edição

Esta acontecemdo hoje o diálogo Brasil Audiovisual atraves do link:

MP da ANCINE acirra oposição no Congresso

Medida abre espaço para aumento de receita da agência e impõe barreiras à produção publicitária estrangeira
A edição de uma medida provisória que amplia os poderes da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) e impõe barreiras à produção publicitária estrangeira provocou reação da oposição no Congresso e também de parte do setor publicitário.
Enquanto oposicionistas prometem tentar obstruir a votação prevista para dezembro da MP 545, a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) estuda medidas legais para se contrapor à medida, editada em 29 de setembro. A MP abriu a possibilidade para aumento de receitas e de atribuições da ANCINE, tudo embutido em um texto que trata ainda de outros sete temas, como frete da Marinha Mercante e até mesmo contratos de derivativos financeiros.
(A íntegra da coluna está na edição do jornal O Globo do dia 10/11/2011)